[Crítica] A Múmia

Sim, essa crítica está chegando bem  tarde em comparação ao momento em que o filme foi lançado. Mas nem é tão ruim assim, se for pensar no fato de que eu nem assistiria esse filme.

Com tantas opções que temos hoje em dia nos cinemas, como “Homem-Aranha” e “Mulher Maravilha”, não é muito provável escolher assistir logo A Múmia,  ainda mais quando nos lembramos na franquia que antecede este filme, quando o protagonista era interpretado por Brendan Fraser, que carregava comédia e uma ação um tanto bobinha.

Prepare-se para virar a cabeça com essa super-produção que trás um toque de terror misturado com com muita ação, suspense e uns toques essenciais de comédia. Tudo isso acompanha o ator Tom Cruise do início ao fim, trazendo uma versão de A Múmia que vai muito além da antiga franquia.

O filme é excelente. A nível de efeitos visuais é incrível. Tudo foi muito bem produzido com qualidade máxima para dar a melhor sensação de realidade ao espectador. A história também é intrigante, embora pareça um tanto clichê para alguns espectadores. Pelo menos o filme trás muitas surpresas bem legais que ajudam a prender a atenção do público. Só é uma pena que a música Paint it Black, dos Rolling Stones, não está no filme. Nem sequer nos créditos. Ela estava excelente em um dos trailers.

A atuação de todos foi muito boa, tando de Tom Cruise como de Annabelle Wallis e, é claro Russell Crowe. Mas uma que surpreende totalmente é a atriz Sophia Boutella, que inteerpreta Ahmanet (a múmia). Incrível atuação. Realmente foi melhor do que o esperado. a caracterização da atriz dá a entender que a vilã será como uma Rita Repulsa, de Power Rangers, mas assistindo o filme pode-se ter uma outra visão da personagem.

[Alerta de spoiler!] O filme também trás clássicos das lendas de terror, como zumbis. E em um momento, encontramos personagens que caçam todo o tipo de criatura das trevas, e em uma sala podemos ver alguns restos de vampiros e outros monstros famosos das telonas e das lendas. Inclusive o personagem Henry Jekyll, interpretado por Russel Crowe é, como se pode notar pelo nome, a caracterização do Dr. Jekyll, das histórias de “O Médico e o Monstro”, onde ele precisa se manter vacinado para não libertar o monstro que há dentro de si. Isso deixa um espaço para o que talvez possamos ver na continuação da franquia. Será que haverão outros monstros? Será que pode, de repente, aparecer um vampiro em algum próximo filme por exemplo?

Uma coisa que muda o rumo da história e trás uma ideia para uma continuação interessante é que, ao fim do filme, para matar a Múmia e salvar  Jenny Halsey, Nick – o protagonista – termina o ritual que Ahmanet queria realizar e faz seu corpo ser possuído pelo mal, que é o espírito do deus egípcio Set. Logo ele fica dividido entre o bem e o mal e foge à procura de respostas e talvez uma possível “cura”.

“A Múmia” possui uma incrível produção e uma história intrigante, que prende no início ao fim. É um filme que supera expectativas e foi eleito por alguns como sendo melhor que “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” (eu, particularmente, prefiro Os Mortos Não Contam História, mas…). Com certeza vale à pena assistir.

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G.A. Oliver

O nerd mais sexy da internet! Blogueiro, músico, estudante de Física "Trabalho na OBA! (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) como planetarista e faço parte do GFRJ (Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro)". Instagram e Twitter: eugaoliver

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