[Crítica] Shazam é familiar, divertido e heróico

“Diga meu nome para que meus poderes possam fluir através de você” Esse pode ter sido o começo de Billy Batson se transformando em Shazam, mas a história de como ele se tornou um herói vai muito além disso. Cuidado: pode conter spoilers.

Título original: Shazam

Direção: David F. Sandberg

Elenco: Zachary Levi, Asher Angel, Jack Dylan Grazer, Mark Strong, Djimon Hounsou

A divulgação, os atores, o jeito que construíram o personagem fez muitos se encantarem e ficarem curiosos para ver o que DC iria fazer com uma criança no corpo de um super herói. E não é que DC fez bonito? As sequências do filme são incríveis, as cores então… nem se fala, a trilha sonora é muito bem colocada e os atores encaixam certinho no papel.

Não tenho conhecimentos profundos do personagem além dos arcos dele nas HQ’s da Liga da Justiça, mas tanto Zachary Levi quanto Asher Angel conseguiram captar o personagem, mesmo em diferentes aspectos e formas dele. É engraçado de ver Zachary Levi fazendo o papel de um menino de 14 anos e Asher trazendo tanta responsabilidade e crescimento pro personagem. E ambos como Jack Dylan Grazer rendeu horas do melhor entretenimento que o cinema pode nos proporcionar. As piadas são boas, o desenvolvimento do roteiro é bom, o filme sabe arrancar risadas mas sabe ficar sério quando a situação leva a isso. E mesmo nas cenas mais dramáticas e de seriedade, eles trazem a leveza de dois garotos em cena, não importa que um deles tenha o corpo de um adulto.

O vilão… ah, o vilão. Ele é completo: ele tem motivos, ele tem recursos, ele tem emoções bem explicadas que construíram as motivações dele, ele teve meios para chegar onde queria (bônus para a mistura de ciência e magia que fizeram no filme) e ele não tem medo. É raro vermos vilões tão “certos” assim. Fora todo aquele papo de “eu quero dominar o mundo”, mostra que vilões tem desejos mais profundos e pessoais do que isso.

Não tiveram sequências longas de cenas de lutas porque, estrategicamente, havia corte para uma piada ou um momento mais intenso no meio delas, o que foi muito bem feito já que é um filme com classificação indicativa baixa e Shazam apanha muito, tipo muito mesmo, até com esses cortes nas cenas. Porém, não falta ação.

E por fim, Shazam toca no significado de família, você não tem um lar até escolher que aquele seja o seu lar. E família nem sempre é aquela onde você nasceu, mas sim naquela onde você é amado. E a evolução familiar de Billy Batson arranca lágrimas até dos mais fortes. É lindo ver a união deles e como 6 crianças órfãs (sim, todos recebem o poder do Shazam no final) se uniram para salvar o mundo. A cena de todos eles dizendo”Shazam” juntos foi o ápice do filme, com direito a gritos empolgados. Não sei se isso acontece nas HQs e eu que fui desinformada de não saber disso, mas foi maravilhoso de assistir.

No final, vem a pergunta: DC vai mesmo acabar com o universo compartilhado? Porque é uma pena que cenas como aquela do refeitório fiquem só nas lembranças #Henryrenovaocontrato. E a cena pós créditos deixa uma dúvida: teremos uma sequência com o mesmo vilão ou aquilo foi para despistar? No demais, o único defeito do filme é que se fosse um pouco mais longo, o desenvolvimento da união dos irmãos e da história deles poderia ser contado um pouco mais.

Nota final: 4,8/5,0

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser poliglota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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