“I Am Not Okay With This”, 1ª temporada [Crítica]

Hoje eu resolvi maratonar essa série nova da Netflix. Eu não sei se ela já tem algum nome em português, então eu só vou ficar com essa forma de escrever mesmo.

Acontece que o meu já havia visto e me recomendou. É uma série bem curtinha, cerca de uns 10 episódio, sendo cada um com aproximadamente 20 minutos, o que torna bem fácil de acompanhar e até maratonar. Mas o que eu achei?

Que chato eu ter que postar essa resenha escrita, acho meio chato. Preferia estar gravando vídeo ou um podcast pra falar a respeito. Mas hoje não será possível… mas enfim.

Logo à primeira vista, você pensa que é algum tipo de “Carrie, A Estranha”. E meio que não deixa de ser. Mas possui um certo detalhe que torna algo totalmente novo e bem mais interessante, pois, ao contrário de Carrie, I Am Not Okay With This não fala de uma garota estranha que tem poderes estranhos, faz besteira e termina sem você entender nada.

É a mesma garota, sendo que a história de seus poderes vão se desenrolando ao longo da trama. PORÉM, TEM COMÉDIA!!

Pra mim, a comédia é o ponto forte da série. Não seria muito legal se fosse algo mais sério ou mais adolescentezinho, como muitas séries da Netflix e o próprio filme citado (Carrie, A Estranha). Essa série tem bastante comédia, o que é bem legal. Você desenvolve um carinho especial pelos protagonistas e acaba não sabendo bem pra quem torcer. “Mas como assim?”, calma, eu já vou explicar.

Sydney (Sophia Lillis) é uma adolescente que enfrenta turbulências típicas dessa fase da vida, como problemas de relacionamento com a família, o dia-a-dia no ensino médio e sua sexualidade em desenvolvimento. Tudo seria mais fácil se uma série de superpoderes misteriosos também não estivessem despertando dentro dela. (sinopse by Wikipedia).

Acontece que o alívio cômico está tanto na protagonista quando no seu coadjuvante principal, Stanley Barber (Wyatt Oleff). Sim, é um casal que saiu de “It: A Coisa”. Sério, não tem como não se divertir com esses dois juntos. Até sozinhos mesmo.

Wyatt se mostrou um verdadeiro dominador da comédia, após seu papel super-sério em It. O mesmo se deve à Sophia, que interpreta a protagonista superpoderosa. Eu não sabia o quanto essa menina é engraçada.

SPOILER ALERT!

Sydney está tentando superar a morte de seu pai, a quem tanto admirava. Ela vive uma vida meio complicada com sua mãe, principalmente em seu relacionamento com ela.

Mas a comédia começa mesmo quando o jovem Stanley, também um nerd esquisito de sua escola, se interessa por ela e começa a tentar se aproximar. Eles assim ganham uma amizade muito bonita e divertida, gerando momentos hilariantes.

Poderiam ser até um casal bem fofo, se Syd não tivesse apaixonada por sua melhor amiga, mas que namora o cara mais popular do colégio. Parece complicado, não é mesmo? Mas é ainda pior, porque ela descobre que tem poderes bem perigosos, e não faz a menor ideia de como controlar.

Mas é aqui que tá… Será que seu pai tem alguma coisa a ver com isso? A primeira temporada da série termina sem explicar muita coisa sobre a origem de seus poderes, mas dá o primeiro passo que nos faz entender perfeitamente que isso se desenrolará na próxima temporada.

Direção e roteiro

Bem, a direção da série é muito legal, mas pode ser um tanto complicado entender algumas coisas. Não que seja uma série difícil ou que você tenha que pensar demais pra conseguir entender alguma coisa. Mas algumas coisas não ficam exatamente muito claras, e por isso acredito que a direção poderia ter melhorado nesse aspecto. Mas, num quesito geral, é tudo muito bem feito.

As cenas são muito bem organizadas e consegue misturar bem uma história adolescente que une uma boa trama à boas cenas de “ação” e uma comédia muito bem pensada, diferente do que estamos acostumados. A comédia não está só nas falas, mas também nos pequenos detalhes. Nada muito exagerado. Tudo bem natural e na medida certa pra ser perfeito, pra a proposta da série.

Já o roteiro é bem simples. Pelo menos nessa primeira temporada. Acredito que seja pela proposta da série, que é algo simples. É uma simples adolescente vivendo em um lugar simples com pessoas simples. A única coisa não-simples são os seus poderes em desenvolvimento. Mas, de certo modo, prende o espectador, porque tem a medida exata de uma história leve, com comédia e coisas interessantes que estão acontecendo e você quer saber aonde vão dar.

Pós-produção

Vou deixar aqui um destaque pra a prós-produção desse filme. Tanto em nível de edição quanto de efeitos visuais que, diferente de Titãs, é tudo muito bem feito. De fato, que efeitos realistas! Só tem um momento no qual o efeito não fica lá grande coisa, mas é o que dá pra deixar passar fácil. De resto, dá inveja de quem é responsável pelo FX da série.

Produção e Figurino

Essas categorias merecem um destaque especial, tanto em nível de cenário (que é maravilhoso, lembrando um tanto Stranger Things) quanto em figurinos. É uma mistura bem exagerada de elementos dos anos 80/90 com o nosso século XXI.

Em Stranger Things, a história se passa nos anos 80, como bem sabemos. Mas essa série, que se passa nos dias atuais, leva uma grande pegada de anos 80/90 que nos faz perceber ser um gosto pessoal do diretor, assim como do escritor, pois a série é baseada em histórias em quadrinhos do mesmo título.

Trilha sonora

Parece meio bobo eu falar à respeito disso, mas as músicas são bem legais. Se você é do tipo meio indie/alternativo, com certeza vai querer baixar algumas músicas que ouvir na série. Sem contar os clássicos dos anos 80 que tocam em diversos momentos.

Avaliação

Muito bom!

Essa série, com certeza, vale à pena assistir.

Não é uma série incrível com uma trama incrível que vai fazer sua cabeça explodir. Pelo contrário. É o tipo de série que você vai assistir pra curtir e relaxar. Se divertir bastante até. E tudo isso combina com o fato de serem apenas 10 episódio de cerca de 20 minutos cada. Eu certamente recomendo.

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