Homem-Aranha: Longe de Casa – Previsível, porém incrível! [Crítica]

O segundo filme do amigão da vizinhança (que deixou de ser só da vizinhança desde o fim do primeiro filme) chega aos cinemas marcando o fim da fase 3 do Universo Cinematográfico Marvel, conhecido popularmente como UCM ou MCU (da sigla em inglês).

O que nós temos é um herói, como já de costume, muito bem interpretado por Tom Holland, que está vivendo um conflito entre ser um super-herói e viver uma vida normal com seus amigos (e família). A pressão aumenta muito mais após a morte de Tony Stark (não vem falar que é spoiler, todo mundo já sabe disso), o que faz com que todos esperem que Parker assuma o manto de “novo Homem de Ferro”, quando na verdade ele só quer curtir a viagem com os amigos e se aproximar de Michelle Jones (MJ, remetendo à personagem Mary Jane). Mas tudo intensifica quando se depara com a SHIELD pedindo sua ajuda para derrotar os seres Elementares ao lado de Quentin Beck, incrivelmente interpretado por Jake Gyllenhaal.

A trama envolve muitas incríveis cenas de ação e efeitos especiais espetaculares. A soma de tudo cria um ambiente que mexe com a realidade dos personagens e dos próprios espectadores, em muitas cenas que nos lembram o filme solo do Doutor Estranho, e até mesmo Thanos usando a joia da realidade. Além do mais, é interessante sentir o luto de despedida para Tony Stark e uma breve explicação de como ficaram as pessoas que voltaram após os 5 anos.

Embora o filme seja maravilhoso, ele me pareceu bem mais um início de uma nova fase do que o fim de outra. Acredito que Vingadores Ultimato marca bem melhor o fim da fase 3, mas não desmerecendo o filme do teioso. Homem-Aranha: Longe de Casa é um filme incrível e entra no topo da minha lista de melhores filmes solos de herói.

Nota: 4,8 / 5

[SPOILERS A SEGUIR!!]

Como já era esperado pelos leitores de quadrinhos, ou fãs que acompanham sites/blogs nerds e canais do YouTube, Mistério na verdade é um mentiroso, que está encenando todo o ataque às cidades para posar de herói. É bacana que criaram uma outra origem para o personagem, na qual ele não é um perito em efeitos especiais de Hollywood, mas um gênio da tecnologia que é ex-funcionário de Tony Stark, que planeja, com a ajuda de sua equipe, por as mãos nas tecnologias Stark para ter o que acreditam merecer. O plano é pegar o óculos hi-tech que Peter recebe de Tony e através dele conseguir ter o acesso.

Esse ponto é bastante previsível, mas ainda assim temos cenas que nos surpreende com a genialidade do vilão nas ilusões criadas para confundir a mente de Peter e tornar mais difícil sua batalha, além de arrancar informações e mexer com a mente e os sentimentos do herói. O que também acaba sendo brochante o fato de que o multiverso, da forma que estávamos esperando, não existe. Tudo uma invenção do vigarista Mistério e sua equipe.

Além do mais, podemos ver no cinema finalmente o Sentido Aranha (ou melhor, Arrepio do Peter) sendo muito bem explorado. Eu diria que numa escala ainda maior do que nos outros filmes anteriores (o que inclui as franquias com Tobey Maguire e Andrew Garfield).

Realmente não me sai da cabeça a tamanha coincidência de os principais amigos de Peter, e sua tia May, terem desaparecido junto com o protagonista após o estalar de dedos do Thanos. Todos nós sabemos o motivo óbvio, mas é realmente estranho.

Ah, se você viu a foto da Zendaya no Instagram com cabelos vermelhos e imaginou que ela estaria assim no filme para representar melhor a personagem Mary Jane, não foi dessa vez. Ela continua a mesma do início ao fim. E sim, Happy e a tia May tem um caso.

Tudo isso é bem legal, mas o que é realmente interessante prestar bastante atenção é no final do filme. Primeiramente temos a cena de Parker carregando MJ no colo enquanto voa pelas teias na cidade de Nova York. Uma clássica referência ao que ele faz com Mary Jane e Gwen Stacy nos filmes das franquias anteriores. Mas enquanto isso acontece, vemos a antiga Torre Stark, depois Torre dos Vingadores, em reforma. Já foi confirmado pela Marvel que quem comprou o local foi a Oscorp. O que nos dá um gostinho do que está por vir no futuro das histórias do Aranha, e explica a relação que o Abutre vai ter com os vilões presidiários que estão querendo a cabeça do herói. Levando em consideração que eles podem se reunir para finalmente formarem o Sexteto Sinistro que os fãs tanto aguardam nas telonas.

PORÉM!!! Temos que levar em consideração que não tem nome nem nada do tipo, e a Marvel gosta de causar falsas expectativas nos fãs. Numa das cenas finais do filme, Peter para na 42nd Street e Madinson Avenue, em Nova York. Ao fundo vemos a imagem da antiga Torre Stark sendo reconstruída. A rua, a torre… Caso você seja um leitor dos quadrinhos bem fã de cada detalhes, já sabe que estou insinuando a possibilidade de que seja a chegada do Quarteto Fantástico. É possível que a Torre em reforma esteja se tornando o Edifício Baxter, para enfim trazer às telonas uma das equipes mais famosas e aguardadas da Marvel. Se isso não te convence, então preste muita atenção no que aparece escrito numa enorme placa atrás do personagem. “Estamos muito empolgados com o que está chegando”, aparece escrito na enorme placa localizada bem atrás de Peter, na rua citada. Coincidência?…

Mas as coisas não param por aí. Logo depois vem a primeira cena pós-créditos. Nesse caso, no meio dos créditos. Nela, J. Jonah Jameson, interpretado por J. K. Simmons, o mesmo ator da franquia com Tobey Maguire, surge num telão de Nova York revelando a identidade do Homem-Aranha e o colocando como o vilão responsável pelos ataques. Tudo uma grande farsa do Mistério para incriminar o jovem. Daí já podemos ver que a vida de Parker já não será mais aquela coisa que vemos nos outros filmes, se aproximando mais do que vemos nos quadrinhos após a Guerra Civil, onde a identidade do Aranha já foi revelada em público que todos à sua volta correm perigo.

É possível que não tenhamos a Coração de Ferro ou um outro substituto para Tony Stark atualmente. De repente, em Longe de Casa, Peter Parker demonstrou, em um diálogo com Mistério, um conhecimento enorme em física relativística, deixando os próprios agentes da SHIELD boquiabertos. É um ponto negativo, pois o filme força muito a barra para colocarmos Peter como o novo Tony Stark. Super inteligente repentinamente, e com a identidade secreta revelada… Fora o fato de ficarem repetindo do início ao fim que ele deve ser o novo Tony Stark. Mas isso só os próximos filmes dirão.

E, pra finalizar, o filme confirma uma teoria que viralizou na internet após o filme solo da Capitã Marvel. Nick Fury é um skrull!! E não qualquer Skrull, mas o próprio Talos. Vale lembrar que não só ele, como também Maria Hill é uma Skrull. Agora só nos resta saber desde quando e aonde isso vai dar.

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G.A. Oliver

O nerd mais sexy da internet! Blogueiro, músico, estudante de Física "Trabalho na OBA! (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) como planetarista". Instagram e Twitter: eugaoliver

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