Brooklyn Nine Nine 6×11 – The Therapist [Line de Séries]

Com um episódio morno quase esfriando, B99 não entrega tudo de si ao se aproximar da sua mid-season finale. ALERTA: Contém spoilers.

É extremamente difícil um episódio de B99 não empolgar o público, é quase unânime dizer que eles cativam todas as audiências, mas The Therapist, o 11º episódio da sexta temporada, conseguiu essa proeza: o roteiro falhou ao colocar um monte de histórias e casos lá, foi muita informação para digerir em um tempo curto e não funcionou. Normalmente quando o episódio traz três tramas distintas ao invés de duas, a estratégia é ser rápido e objetivo com as histórias que estão sendo contadas e nessa foi extremamente cansativo.

De um lado temos Jake e Boyle investigando um desaparecimento reportado por um terapeuta, profissão o qual o Jake detesta. Contrariando ordens do Charles que estava no comando da operação, Peralta, certo de que o culpado era o próprio terapeuta, vai atrás de pistas por conta própria e invade o escritório. Porém, ele acaba preso em uma situação em uma sala com outra psicóloga e precisa inventar uma história para ganhar tempo, então se passa pelo paciente com distúrbio de múltiplas personalidades. Gente, sério, o que foi aquilo? Eu sou a única que não vê a graça de pessoas imitando sotaques de outros, mesmo que seja o Andy Samberg? É entediante, seria muito mais divertido manter a linha dele fingir ter algum problema que precisasse desabafar sobre isso e colocar as piadas no meio desse roteiro. Por fim o terapeuta é mesmo culpado e flagra Jake querendo pegá-lo e ameaça esse de morte, mas antes, ele passa por uma consulta com o cara e resolve um monte dos problemas dele. Interessante, mas clichê.

No meio temos Amy que recebeu uma encomenda de um livro com dicas sexuais por engano e confronta Terry sobre isso, já que alguns potes de proteínas de treino chegaram junto, porém ele se nega a admitir que o livro é dele, depois de uma volta enorme no plot, ele pede para Scully fingir ser o dono do livro e eles fazem a troca do objeto no banheiro. E é isso, nada de Amy descobrindo a verdade no final, ele pega o livro e o plot acaba, desfecho bem fraco. A única comédia que tiramos disso é o próprio Scully.

E na outra ponta temos Holt querendo conhecer a namorada de Rosa: ele até tenta marcar um jantar com ele e o Kevin, mas Rosa não está nada disposta inicialmente. Ela cede depois e eles se encontram em um bar, até que o Capitão descobre que Rosa contratou uma atriz para fazer o papel da namorada dela. Até que finalmente, bem no final mesmo, ele conhece a Jocelyn. É legal eles finalmente revelarem quem é a namorada da Rosa e o contraste entre elas é muito divertido, porque como a Dias disse “ela não é como nós, ela tem sentimentos”. E é legal também estarem aproximando ela e o Holt, uma dupla que não viamos muito em cena. Mas ainda senti falta de uma comédia maior.

Foi o primeiro episódio que eu não dou risada até cansar e me dá a sensação de alegria no final. Mas não é motivo para se preocupar, porque esses episódios fracos acontecem nos melhores sitcoms, B99 vai superar isso, disso eu tenho certeza.. E o que vocês acharam do episódio?

Nota final: 2,5/5

Até o próximo caso, 99 squad!

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser poliglota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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