[Crítica] – 3ª Temporada de Stranger Things é tudo que esperamos e mais um pouco

Com a cultura dos anos 80 mais presente do que nunca, apelo teen e até dramas políticos, essa temporada é a melhor coisa que há no ramo de entretenimento esse ano.

Dois anos de espera. Fãs desesperados. E imagens dos bastidores que aumentavam o entusiamos para ST3 além da conta. Então, no dia 4 de julho, ás 4 horas da manhã (horário de Brasilia), o mundo parou para assistir essa série. E até agora não conheci uma pessoa que se decepcionou.

Confesso que ás 12hs, do dia 04/07 eu já tinha terminado a temporada inteira pois não consegui parar. Foi tão incrível… A trilha sonora, o figurino, a fotografia lindíssima (mais colorida do que as outras temporadas), o plot, o amadurecimento dos personagens…

O fanservice com Mileven foi altissimo, com Steve e Robin também (até certo ponto) e com Joyce e Hooper além da conta. Casal foi o que não faltou. Até Dustin arrumou uma namoradinha. Porém, fiquei triste porque Max e Lucas foram largados de lado, praticamente. E nós mereciamos mais desse casal lindo.

Fiquei extremamente decepcionada com o Lucas sendo esquecido no rolê… Eu não sou extremamente boa com números, mas tive a impressão que se o personagem teve 20 falas a temporada inteira, foi muito. Lucas é um dos melhores perosonagens dessa série e é deixado de escanteio desse jeito. Will… bom, também não teve o melhor dos desenvolvimentos. Os outros personagens não estavam nem ai pra ele (nem a própria Joyce), mesmo depois de tudo que aconteceu e sabendo que o menino precisava de cuidados.

Tenho uma crítica em relação a uma revelação que fizeram da Robin gostar de meninas. Não achei correto eles fazerem aquela cena dela no cativeiro com o Steve então… Porque eu não estou louca, tenho certeza absoluta que aquilo teve teor romântico. Assim como a cena final dos dois na locadora. Se ela for lésbica mesmo ao invés de bi, essas duas cenas não fazem sentido nenhum e são um desserviço pra construção da personagem.

Sobre as mortes… o grande dilema da temporada: todo mundo sabia que alguém ia morrer, a questão era quem? Então nossa surpresa foi grande quando tivemos não 1, mas 3 (?) mortes importantes… Alexey, um personagem novo mas que cativou o público; Billy que tinha sido um babaca na temporada anterior e com uma cena do passado, mudou tudo que sentiamos (pelo menos eu) por ele… E Hooper, o mais chocante porque ninguém imaginava algo assim acontecendo. Eu particularmente não achei que os Duffers tivessem a coragem de fazer isso com um personagem principal, daí o choque.

Porém, a série teve uma cena pós créditos que aparentemente introduz uma quarta temporada e que indica que talvez o Hooper não tenha morrido. E ai é que está minha crítica maior: Para que uma 4º temporada de uma série com um final perfeito daqueles? Claro, não foi o final mais feliz de todos. Mas foi um ótimo final. Foi um final de impacto e finalizou os arcos muito bem. Eu tenho trauma de produtores que não sabem a hora de terminar uma série. Não me sinto tentada a assistir a próxima temporada e nem entusiasmada por ela. Porque se resolverem trazer o Hooper de volta, todo o impacto da terceira vai ser perdido e isso estragaria a importância da melhor temporada de ST que eu já vi.

Nota final: 4,3/5,0

Nos vemos no mundo invertido!

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser poliglota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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