Game Of Thrones 8×06 – The Iron Throne [Line de Séries]

Continuando a narrativa preguiçosa da oitava temporada, a series finale de Game of Thrones decepciona tudo e todos estragando um legado de 8 anos.

Considerando tudo que já passamos com a última temporada de GOT, era de se esperar que já estivéssemos esperando um final bem ruim, mas como a esperança é a última que morre, lá fomos nós nos decepcionar mais uma vez.

Já deixo avisado: Bran fica no trono de ferro, Sansa vira rainha do norte, Jon volta para a muralha, Arya vai desbravar o mundo e Daenerys morre. O problema não foi essas coisas terem acontecido, mas a maneira como aconteceram. A única coisa que salva esse episódio foram as cenas lindas de Emilia, a atuação de Peter. Na trilha sonora, recorreram a um tom melancólico para nos fazer ficar emocionados e tristes com o final da história. Funcionou parcialmente.

O diferencial de Game of Thrones, o que fazia todo mundo amar a série não eram as mortes dos personagens principais que deixava todos chocados, mas sim a maneira que a narrativa se construísse para que cada morte tivesse um sentido no decorrer da história, para que as mortes tivessem peso. Mas para essa temporada, parece que a conversa na construção do roteiro foi a seguinte. “Mate x, y e z” “Mas como?” “Não interessa, só mata para causar comoção”.

Depois de toda aquela comoção sobre Jon Snow ser o herdeiro do trono de ferro, o relacionamento dele com a Dany, Varys morrendo por espalhar o segredo, após ele matá-la, todos parecem esquecer quem ele é de verdade. Decidem mandar ele para a Muralha para agradar os imaculados que nem ali no continente vão ficar mais. E além disso, para que Muralha se os caminhantes brancos foram derrotados e os selvagens aceitos no reino?

A morte de Daenerys Targaryen foi a coisa mais engraçada da temporada inteira. Peço desculpas aos admiradores da mesma, mas eu não consegui segurar o riso. Uma faquinha matou a Quebradora das Correntes, a Khalessi. E pelo visto Jon Snow entende de medicina porque acertou tão certo que 2 segundos depois todos os órgãos vitais dela já tinham parado. E ai no momento ideal para Drogon meter fogo no Jon, ele queima o trono e vai embora. Nos deixa com uma sensação de “O que foi que aconteceu aqui?”

Após tudo isso, os Imaculados prendem Jon e Tyrion, que também já estava preso por traição vai ser julgado pelos Lords das grandes casas de Westeros (gente que não foi útil por um tempão, nem pra batalhas, resolveram dar as caras ali). E do nada, o prisioneiro começa a aconselhar eles sobre o que eles devem fazer e quem deve ser o novo rei. E todo mundo vai concordando. O Tyrion estava dando as ordens e não tinha uma pessoa questionando isso. Ele é um dos meus personagens favoritos e merecia terminar em lugar de prestígio (de fato, Bran o nomeou Mão do Rei), mas… foi confuso, pra dizer o mínimo.

Bran terminando no Trono e os últimos diálogos dele também foi uma grande confusão. As cenas anteriores dele na série eram todas sobre ele não ser um Lord mais, sim ser algo mais (O Corvo), ai quando Tyrion dá a sugestão de que ele seja rei, ele sorri e diz que é pra isso que ele estava lá. Ai depois eles estão na procura do Drogon e ele lembra que ele mesmo pode encontrar o dragão. Está difícil acompanhar.

Sansa teve seu final maravilhoso e merecido proclamando a independência do Norte e sendo a rainha deste e Arya sai em uma aventura para desbravar o que há no Oeste de Westeros. Finais condizentes com as personagens, mas que ainda mereciam mais construção.

Uma temporada preguiçosa, cheia de erros técnicos (garrafas de água em cena, copos de café de Starbucks, mão de Jamie ressurgindo), diálogos mal construídos, desconstrução de personagens, desatenção com os sentimentos deles. A pior temporada de Game of Thrones, 2 anos para produzir e estragaram o legado do que tinha tudo para ser a melhor série de TV já feita. Nem consigo fazer uma crítica mais elaborada que isso porque foi tão extremamente ruim que é difícil até de expressar. Mas vocês estavam lá, vocês assistiram então sabem do que eu estou falando. Meu apelo é: vamos todos assistir Westworld que seremos muito mais felizes.

Nota final: 2,0/5,0

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser poliglota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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