The Big Bang Theory | Cientistas renomados explicam por que são fãs da série que têm conquistado fãs pelo mundo.

Quem não conheçe The Big Bang Theory,  a série que vêm conquistando cada vez maior número de fãs e ganhando prêmios atrás de prêmios? Cada vez mais pessoas têm se interessado pela série e, consequentemente, aprendendo mais sobre ciênicia, inclusive no Brasil. Mas nem sempre se aprende, simplesmente. Até as pessoas que já entendem do assunto, gostam de acompanham o programa.

O astrônomo Fernando Roig, do Observatório Nacional. Ele diz que a série desmistifica a ciência. Diz também que é daqueles que não perde um episódio sequer. Se ele acredita que não vai conseguir chegar em casa a tempo de assistir na segunda à noite, deixa gravando. Quando a série é lançada em DVD, compra a temporada completa para rever tudo de uma vez.

O homem ainda gosta de colecionar itens da série. “O legal da série é que ela tira a aura de seriedade que costuma pairar sobre os cientistas e ajuda a desmistificar a ideia de que a ciência é uma coisa chata”, diz ele.

Foto: BBC / BBCBrasil.com

Já para Alexandre Cherman, astrônomo da Fundação Planetária da cidade do Rio de Janeiro, a série é um rigor científico e, graçãs ao seriado, ser cientista hoje é “cool”. “Eu me identifico muito com o Sheldon”, admite ele, “Não tenho todas aquelas manias, nem tampouco sou um sociopata. Mas sua crença na Física como o caminho para as grandes respostas do mundo me agrada bastante”.

Foto: BBC / BBCBrasil.com

Outro que admite gargalhar de vez em quando com as manias do Dr. Cooper é Luiz Pinguelli Rosa. O físico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diz que não é de se identificar com o personagem, mas conhece alguns cientistas que têm um perfil parecido com o dele. “Sheldon Cooper é o típico gênio incompreendido. É muito orgulhoso de si e vive tratando os colegas com certo desprezo, por se dedicarem a assuntos menos quentes da Física”, diz ele.

A astrônoma Duília de Mello, do Goddard Space Flight Center (GSFC), um dos mais importantes centros de estudo da NASA, não pensa duas vezes para escolher seu personagem favorito: a neurocientista Amy Farrah Fowler (Mayim Bialik) e a microbiologista Bernardette Rostenkowski-Wolowitz (Melissa Rauch). Duília também elogia a iniciativa dos produtores de convidar cientistas famosos, como Stephen Hawking, Brian Greene e Neil deGrasse Tyson, entre outras mentes brilhantes, para fazer participações especiais.

“Além de despertar no público adolescente o gosto pelo conhecimento científico, ajuda a reduzir o preconceito contra os CDFs – alunos considerados pelos colegas como excessivamente dedicados aos estudos -, vítimas constantes de bullying nas escolas”, diz Furukawa, da USP.

Já o físico e astrônomo Marcelo Gleiser, do Dartmouth College (EUA), que também é outro assíduo espectador da série, teme apenas que a caricatura de cientista exposta pela série se torne um estereótipo que a sociedade acredita ser real. “A caricatura é engraçada. Espero apenas que o público não acredite que todos os cientistas são assim. De nerds, Brian Greene e Neil deGrasse Tyson, que conheço bem, não têm nada. E eu também não!”, enfatiza.

A série possui um ótimo trabalho, tanto na direção quanto no roteiro, e é de se esperar que conquiste cada vez mais fãs que possuem o olhar voltado para a ciência mas gostam de uma boa comédia.

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G.A. Oliver

O nerd mais sexy da internet! Blogueiro, músico, estudante de Física "Trabalho na OBA! (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) como planetarista e faço parte do GFRJ (Grupo de Foguetes do Rio de Janeiro)". Instagram e Twitter: eugaoliver

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