The Resident 2×15 – Queens [Line de Séries]

Passamos da midseason de The Resident e naturalmente nesse ponto, as coisas começam a se encaixar no plot, com o cerco se encaminhando pra resolver os problemas que se apresentaram nesse segundo ano de série.

Após o ultimo episódio ser carregado de romantismo, muita água com açucar e até lágrimas de amor, esse tem tragédia do começo ao fim, dor e doença do começo ao fim. O episódio tem três vertentes principais de casos clínicos: uma paciente com câncer de mama com uma mutação genética, um com dores abdominais e o nosso conhecido e amado (pelo menos por mim) Henry, que continua a ter quedas mesmo após a inserção do dispositivo Quovadis que controla suas convulsões.

Na primeira, vemos Mina (Shaunettte Wilson) lidando com uma amiga que contraiu câncer de mama. A príncipio, pelo enquadramento ~ intencional~ da câmera, dá a entender que ela própria estava com o tumor. Ela garante á amiga que vai chamar o melhor cirurgião para resolver essa questão, o que, acaba sendo a mãe dela, Josephine, a “rainha” famosa na área de cancêr mamário (Lynn Whitfield), que dá nome ao episódio. Vemos então o relacionamento conturbado das duas, a carga que a Mina sente pela morte das irmãs, uma culpa que sua mãe se nega a admitir que foi dela também. Tudo recai em cima da dra. Oakfor e ai entendemos o porquê da personagem ser o que é, pois no decorrer da história, Josephine mostra sua verdadeira face: uma ótima cirurgiã, uma médica atenciosa com os pacientes, mas que não soube dar a atenção e criar os filhos.

O segundo plano do episódio é Devon que admitiu um paciente que, inicialmente tinha pedra nos rins, mas que por complicações no quadro, isso acabou sendo um rompimento de apêndice. Porém, o paciente já tinha feito uma apendicectomia há anos, conforme os registros mostraram. Acho que esse foi o ponto inesperado do episódio: enquanto eu achava que eles iam introduzir alguma condição médica, a explicação foi bem simples: o paciente tinha um irmão gêmeo e estava usando os registros médicos dele e o seguro também. Por isso as informações estavam tão erradas. Com isso, tivemos o retorno de algo que não víamos em The Resident há muito tempo: o problema com o faturamento das contas médicas nos EUA, que começou sendo o foco da série e vinha se dispersando um pouco. Mas os roteiristas querem nos manter atentos ao problema inicial.

E finalmente, a terceira vertente envolve nosso casal protagonista e personagens já conhecidos: Henry e sua mãe retornam pra alguns exames de rotina, para tentar resolver o motivo do garoto estar tendo quedas e apagões de memória. Toda vez que esse menino aparece em um episódio eu fico nervosa achando que ele vai morrer. Bom, aconteceu. Mas calma, o fato é que o dispositivo da Quovadis que foi instalado nele estava falhando (pretends to be shocked) mas ao invés de simplesmente voltar as convulsões, o dispositivo estava parando o coração do menino repetidamente. Quando eles descobriram, tinham 3 minutos para achar o controle e desligá-lo e Conrad (Matt Czuchry) teve que correr uma pequena maratona para conseguir achar aonde estava o aparelho. Foi agoniante: Nic (Emily VanCamp) e Bell (Bruce Greenwood) fazendo as contrações nele, sem obter resposta, a mãe dele chorando e a cena cortando pra Conrad subindo escadas e tendo que quebrar portas procurando o controle. Cheguei a pensar por um momento que era o fim e que Nic ia pedir pro Bell desistir, mas foi um alívio quando eles conseguiram e o Henry voltou a respirar. Acho que nunca torci tanto para um paciente quanto aquele. Essa cena foi importantíssima, porque faz uns episódios já que os roteiristas vem trabalhando na questão do lado cirurgião x diretor do Bell, dinheiro x coisa certa a se fazer, e nesse episódio, o lado cirurgião dele venceu, porque ele deixou o dinheiro e as consequências de lado e fez a coisa certa se preocupando com o paciente, ao dar o veredito que não irão mais usar os dispotivos da Quovadis.

Foi um episódio diretamente voltado pra evolução de personagens e não com muito conteúdo médico e eletrizante propriamente dito, ênfase na Mina e no Bell. Porém tem algo que vem acontecendo há vários episódios e que não me agrada: eles não retomam os episódios do momento que o último continuou e deixam certas coisas importantes com respostas vagas: aconteceu na briga Conic, que no episódio seguinte eles já estavam bem de novo, com a Jessie indo embora de casa e no seguinte já estar na rehab e agora nesse com o pedido de casamento em público e no próximo episódio isso só é citado brevemente. Alô galera, vamos seguir com a história por favor?

Nota final: 3,7/5

Até a próxima cirurgia, residentes!

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser pogliota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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