The Resident 2×16 – Adverse Events [Line de Séries]

Um gostinho de como será a queda de Gordon Page, misturado aos conflitos de sentimentos e parcerias que estão vindo pela frente para os personagens.

The Resident está cada dia mais deixando a série em tom de choro, é isso ou eu estou cada dia mais emotiva. Mas verdade seja dita, o apelo emocional está bem forte nos últimos episódios, coisa que não havia no início da série. Em Adverse Events, Bell e Conrad se deparam com uma condição patológica em um funcionário querido e antigo do Chastain enquanto Mina e Devon buscam o fim da Quovadis.

Me deixa muito feliz assistir The Resident, pois ela não é previsível: você não começa o episódio já pensando qual dos paciente vai morrer, porque não há padrão definido para isso, ao contrário do que acontece em outras séries médicas. Eu tentei decifrar quais são os sinais, mas cheguei a conclusão de que eles não existem.

Os pontos altos desse episódio foram os relacionamentos que notamos ser construídos, principalmente entre Conrad e Bell: não vamos negar, é bonito de se ver. A evolução do CEO no quesito “o que faz um cirurgião” vem sendo constante a cada episódio e as parcerias entre ele e o residente vem se solidificando. O Randolph é esse personagem que odiamos amar, mas que desde o piloto da série, viemos ansiando por uma parceria entre ele e Conrad. Agora o momento chegou e estão sabendo trabalhar isso muito bem. Para esse episódio ficar perfeito, só se Conrad ajudasse Bell a limpar a sala de operações após a cirurgia (minha intuição me diz que ele QUASE chegou a fazer isso), mas não foi dessa vez.

Outra construção de relacionamento foi o de Conrad com o seu pai, que estava caminhando razoavelmente bem, com o médico tendo até elogiado o empresário por ele ter salvado vidas naquele dia, mas as coisas parecem desandar de novo quando Marshall contata o Gordon no final do episódio. O que nos deixa com duas possibilidades: ou ele é um ganancioso sem sentimentos ou ele tem algum plano para acabar com a Quovadis. Falando em Quovadis, o episódio nos dá um pequeno gosto de vitória, quando parte do esquema do Gordon é desmascarado da maneira mais legal possível: a público.

E por último, os relacionamentos amorosos: Nic e Conrad não parecem estarem funcionando. Os aficcionados que me desculpem, mas a química não está indo bem a muito tempo. Tivemos um episódio de dia dos namorados, puro romance e os dois não animam a audiência como casal. Eles podem estar em um relacionamento e entre eles tudo estar ok, mas para nós que estamos assistindo, não está legal. Desde o começo, havia indícios que o Alec seria um possível interesse romântico da Nic, e parecia irrelevante antes, mas agora eu estou implorando que façam isso acontecer pois está deplorável ver a interação amorosa dela com o Conrad. Eu tinha até esperanças que Zoey ficasse para balançar romanticamente as coisas, mas agora com a transferência do filho para o hospital de Duke, acho que ela se foi pra valer.

Um ótimo episódio, com conflitos médicos bem presentes, com o drama dos pacientes sendo trabalhados, principalmente na clássica escolha de realizar cirurgias perigosas, com a questão do sistema de saúde americano sendo abordada novamente com frases de impacto que me fazem refletir que, se aqui no Brasil, o qual temos um sistema bom (mesmo que mal administrado) essa série causa esse impacto, imagine o que deve causar nos EUA?

Nota final; 4,2/5

Até a próxima cirurgia, residentes!

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser pogliota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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