The Resident 2×19 – Snowed In [Line de Séries]

Mesmo com toda a neve rolando em Atlanta, o 19º episódio da segunda temporada é quente, agitado e tudo que se espera de uma série médica.

É inegável que The Resident é surpreendente. Não conheço quem tenha assistido a série e não gostado dela. Ela supera expectativas a cada episódio, e justo quando achamos que não dá pra fazer melhor, os roteiristas vão lá e fazem.

O 19º episódio divaga entre ética médica e cuidado com o paciente; o encontro natural com a morte e principalmente, é um episódio que mostra por que médicos são verdadeiros gênios.

Nic e Conrad tem uma paciente com uma Ordem de Não Ressucitamento, ou seja, que se o coração dela parar, eles não devem trazer ela de volta, apenas deixá-la ir. E os dois estão concordando com isso, até que Nic tem uma conversa íntima com a mulher, que revela que no dia seguinte terá um visitante especial para quem ela tem palavras não ditas. Palavras não ditas, guardem esse termo porque vamos precisar dele para cenas do final do episódio. Portanto, quando essa mulher começa a ter complicações, Nic quer levá-la para cirurgia e Conrad discorda, dizendo que eles devem obedecer o termo assinado. Ai entra a questão: O que vale mais? A ética que determina que devem seguir o que foi assinado perante a lei ou a intimidade entre o paciente e o profissional da saúde, que preza pela qualidade de vida do paciente? Por mais que Nic tenha errado em não seguir as ordens do Conrad, que tem um cargo superior a ela, uma das lições que o episódio nos deixa é essa: somos mais do que as regras que definimos para nós mesmos e bons médicos, não tentam apenas salvar a vida do paciente, eles o fazem viver de verdade.

A morte como sendo um curso natural da vida: outa lição do episódio. Nos deparamos com um estudante de medicina que faz comentários insensíveis e deseja de todas as maneiras declarar o óbito de algum paciente, para treinar. Porém, quando encontra um paciente morto e tem que fazer isso, ele trava. Isso nos mostra o quanto realmente não estamos preparados para encarar a morte e é intrigante porque, ouvimos falar da morte, estudamos sobre a morte, porém quando vamos estudar um corpo que já chegou a esse estado, o baque é grande. A lição do episódio é que devemos fazer de tudo para retardar a morte, mas sem esquecer que ela faz parte do curso natural da vida. Intimidante, não? Deixou realmente o episódio com um ar (arrisco dizer, até pesado) de reflexão.

E sobre a genialidade médica: não é todo dia que vemos médicos trazendo neve do exterior e praticamente enterrando um paciente com ela para abaixar a temperatura deste. Provavelmente The Resident tem consultores médicos e eles estão de parabéns. Ideias muito inovadoras, boas de se ver em tela e geniais.

Lembram das palavras não ditas que citei em cima? Nic provavelmente quer dizer algumas ao Conrad. E pelo tom do final do episódio, elas vão continuar não ditas e é o fim para os dois. Eu brindo a isso. Tanto que não dá um sentimento de tristeza ver os dois indo para caminhos opostos, não dá um pingo de emoção quando eles dizem “eu te amo”, sério… Que falta de química. Único ponto negativo do episódio: Jess. Sério, o que essa menina está fazendo ali ainda? Ela não tem uma fala interessante, o plot dela não faz sentido ainda estar ali, do nada brota uma infecção que, ao contrário do que acontece com os outros pacientes, não causa nenhuma melhora ou complicação… Está complicado, seria bom pararem de colocar ela lá pra preencher tempo de tela. Inclusive, achei que ela iria morrer devido a essa infecção. Quem sabe isso esteja no roteiro ainda?

Nota final: 4,5/5,0

Até a próxima cirurgia, residentes!

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser poliglota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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