The Resident 2×23 – The Unbefriended SEASON FINALE [Line de Séries]

Com altos e baixos e uns mais baixos ainda, The Resident encerra sua segunda temporada de 23 episódios que pareceram 40.

É difícil saber o que esperara de uma season finale de uma série de drama, porque não é como se fosse ter cenas de ação, lutas, efeitos visuais ou algo dessa categoria. Então, o roteiro, a atuação, a direção, a fotografia e o plot tem que se encarregar de fazer um trabalho duplamente melhor. Infelizmente, nessa season finale não tivemos isso.

The Resident estava confusa há tempos. O arco principal da temporada, da Quovadis, se fechou há vários episódios e ao invés de terem encerrado, continuaram a temporada colocando diversos problemas que poderiam ter sido aproveitados para a próxima e em um arco sólido. A questão do transplante de rim da Jessie foi um deles: seria super interessante explorarem o mercado de compra e venda de órgãos nos Estados Unidos, ao invés disso, falaram brevemente em 1 ou 2 episódios e ficou por isso mesmo. A anestesista viciada que teve uma overdose nesse episódio também, história jogada no meio da temporada pra preencher espaço e que poderia render muito mais. A falta de fundos do hospital e as artimanhas do Bell para conseguir doadores, também dariam um arco individual, mas aparentemente isso não será explorado, dá para ver pelo final do episódio. Se tem uma coisa que os roteiristas de The Resident fizeram nessa temporada, foi perder oportunidades. Passamos o episódio inteiro esperando por uma emoção, uma empolgação que deveria vir, e não veio.

Foram tantas informações jogadas nesse último episódio que fica difícil de acompanhar, o episódio teve pelo menos 4 linhas de roteiro: Bell pensando em vender o hospital, Conrad e Nic indo atrás de Kyle, Devon tentando salvar um paciente desconhecido e Mina e o Raptor tratando de Micah sendo que Micah já está com outra namorada. É difícil de acompanhar.

Season finales servem para fechar pontos de uma temporada e deixar uma brecha para a outra. Não serve para ficar jogando um monte de coisa nova e tentando resolver no mesmo episódio. Essa só me deixou extremamente cansada e sem vontade nenhuma de assistir a próxima se for continuar dessa mesma maneira.

Nic e Conrad que até alguns episódios tinham diferenças irreconciliáveis, do nada conseguem se resolver e voltam apenas para encaixar no roteiro coisas que os dois precisavam fazer juntos e a falta de química ser forçada em nós.

E o final do episódio deixando aquele suspense de “quem morreu” ao não focar no rosto da pessoa na cama do hospital. Isso é truque antigo da indústria. Há jeitos melhores de prender o público e incentivar a ver a próxima temporada e esse jeito é iniciar um arco. Mais uma vez: oportunidade perdida.

É uma pena. Nos despedimos dessa temporada sabendo que The Resident já teve episódios espetaculares e que poderia fazer melhor. E com a memória dos tempos de ouro, desejando que realmente faça melhor.

Nota final: 2,1/5,0

Até a próxima temporada residentes!

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Lais Alves

19 anos, se esforçando pra sobreviver em uma dessas cidades tumultuadas de São Paulo e tentando ser poliglota. Quer muito ser cinéfila, mas o interesse nos blockbusters acaba atrapalhando. Suas heroínas favoritas são, secretamente (ou nem tanto) a Feiticeira Escarlate e a Mulher Gavião e chora quando vê algum famoso na frente.

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